domingo, 13 de setembro de 2009
saudade
Se pudesse gritava até que tu me ouvisses. Tenho saudades tuas. Sinto falta da tua graça, da tua piada e desse jeito. Queria correr para ti enquanto tu inquieto esperavas por mim, sonho tanto contigo. Queria tanto que isto acabasse, esta perfeita distancia que nos separa, este enredo confuso. Ouvir a tua voz traz-me cor, sossego, felicidade. Queria sentir-te agora, enrolar-me em ti enquanto tu abusas do meu ouvido com essa voz que é melodia. O teu respirar, não sai do meu pensamento. Fecho os olhos e lembro tudo o que davas, a graça que tinhas, a tua piada, a vontade de beijar que eu tinha quando olhava para ti, a vontade gritar, pegar em ti e fugir, mostrar-te que a vida tem coisas lindas e que é perfeita, queria dar-te um mundo em que te sentisses livre, que não contasses os segundos, que sentisses o vento soprar bem na tua direcção, queria agradecer-te desta forma. Pensa, anda para perto de mim para eu te dar a mão. Quero ver e sentir esse sorriso de criança perfeita. Este silêncio só me traz mais saudades, esta distância só me leva a querer fugir para perto de ti. Cometia de novo loucuras. Obrigas-me a falar-te assim, palavras que poderão não chegar até ti, preferia ouvir-te e falar-te. Raptar-te e levar-te até ao pontão, fazer barulho no teu silêncio, dar-te uma estrela, levar-te á lua. Chegar até a enlouquecer. Anda buscar-me, deixa-me ir ter contigo. Toca-me na face e diz no silêncio o que me dizias, despede-te de mim com vontade de não me largar, passar noites na praia contigo de novo, enrolar-me na areia contigo, contar estrelas e chamar á lua uma coisa quase perfeita. Vê se voltas, vê se falas, vê se me vens buscar.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
8/Setembro/2009
Vou tentar, até amanhã, não esquecer o que foi vivido. Trouxeste-me até aqui, e eu ingénua vim sem sequer te perguntar a razão pela qual me trouxeste. Fui estúpida. Pensava que tu, amor, me levarias ao topo de qualquer uma montanha e me falasses sobre ti, da força que tens, do que provocas, quem és realmente. Encontro-me contigo todos os dias, partilho todos os segundos da minha vida contigo, acompanhas-me. Amor, contas-me histórias e fazes da minha vida um livro. Às vezes dás-me a oportunidade de subir mais um degrau, e eu hesito. Gosto da tua companhia, ensinas-me as letras, levas-me aos textos, crias os meus livros. Crias tudo, fazes tudo, e eu sou apenas mais uma mera espectadora. Sou viciada em ti, engoles-me o tempo e eu não insisto, não reclamo. Pintas-me a natureza e eu não tenho sequer, forças para te parar dás-me raiva, mas Amor eu devo-te tudo. Puxas-me as lágrimas quando o cenário deste teatro fica cinzento, doas alegria quando o céu está azul. És meu chefe. Não consegues inventar uma história sem me pedir opinião, agarras-me a mão e espalhas as palavras, perfeito. Nunca me abandonaste. Às vezes tenho a reacção de te agredir, nunca ficaste zangado comigo, sempre sorris-te e levaste-me alto, não vou conseguir viver sem ti.
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